O Nobel da Economia defende que medidas de austeridade vão tornar vida dos gregos praticamente insuportável.
As políticas da União Europeia para tentar proteger a região do euro de um possível incumprimento são “absolutamente absurdas”, segundo Amartya Sen, o primeiro indiano a ganhar um Nobel da Economia.Permitir à Grécia vender os seus produtos a preços determinados pelo euro apenas vai poder ser alcançado com enormes cortes de despesa, que vão tornar a vida dos gregos “quase insuportável”, afirmou Sen numa entrevista à Bloomberg.
“Esta ideia de infligir montantes enormes de sacrifícios locais de modo a gerar um excedente para pagar aos credores estrangeiros para manter o euro intacto é uma política económica absolutamente absurda”, defendeu o Nobel da Economia.
Para Sen, “quanto mais tarde acabar, esses países em incumprimento técnico como a Grécia, Portugal e a Espanha vão terminar com uma dívida muito maior do que se eles tivessem sido libertados das suas correntes do euro um pouco mais cedo”.
As declarações do Nobel da Economia surgem apenas a dois dias da cimeira europeia, onde os líderes da região vão discutir a “estabilidade financeira” na região, onde deverá estar em cima da mesa um novo pacote de ajuda à Grécia.
in Jornal de Negócios
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