Os mentores da Geração à Rasca® vão finalmente desenrascar-se. Despertaram os empreendedores que tinham dentro de si e transformaram o movimento Geração à Rasca® num negócio. A partir de agora, cada vez que algum incauto resolver utilizar o termo Geração à Rasca® com "fins lucrativos, de cariz partidário, religioso ou violento" ou de alguma forma que deixe o movimento Geração à Rasca® indisposto, terá que pagar os correspondentes "royalties". O "business plan" da Geração à Rasca® é ambicioso e identifica como público alvo da Geração à Rasca® todos os cidadãos de países lusófonos. O potencial do negócio é ilimitado e a indústria do capital de risco está em polvorosa com a Geração à Rasca®. Podem passar a ser feitas manifestações sob o "franchise" Geração à Rasca®, quem disser que faz parte da Geração à Rasca® terá imediatamente que acertar contas com o movimento Geração à Rasca®, vamos ter sabonetes da Geração à Rasca®, Barbie & Ken Geração à Rasca® e Seat Ibiza Edição Especial Geração à Rasca®. Em breve poderemos ver o que começou como a pequena "start up" Geração à Rasca® cotada em bolsa a lançar OPAs sobre outras Gerações. Enfim, o céu é o limite da Geração à Rasca®. É exactamente este tipo de pensamento inovador e "out of the box" que fará com que a Geração à Rasca® deixe de ser Geração à Rasca®.
-António C. Caldas
Vasco Santos
Olha la Vasco, puseste isto aqui porque subescreves o texto ou foi porque o achaste ridiculo? E' que isto em termos de conteudo e' totalmente nulo e parece-me apenas uma forma muita pateta de tentar descredibilizar um dos poucos movimentos sociais que tem conseguido trazer algo de relevante.
ResponderEliminarVasco Diogo
Para ser sincero quando me deparei com o artigo deixou-me apreensivo, concordo plenamente contigo quando referes que foi um dos poucos movimentos sociais que tem conseguido trazer algo de relevante... mas não consigo conceber de forma alguma tal como vem na notícia inerente que a expressão "geração à rasca" tenha sido registada como marca nos moldes anunciados...a ser verdade e tal como publicado no jornal, partilho completamente a ideia conclusiva do artigo que põe em causa a possibilidade de o facto de ter sido registado como marca põe em causa a essência do movimento "Geração à Rasca" e a sua transversalidade geracional que me parece que foi um trunfo muito importante para trazer tanta gente às ruas...
ResponderEliminarAcho que no dia 12 Março muita gente à rasca trouxe muitos sentimentos reprimidos à rua e tive enorme prazer em sentir esse pulsar de energia em cada grito que escutava... acho foi um momento histórico e na minha opinião (talvez redutora) parece-me "reles" registar um turbilhão de emoções como uma marca e limitar desse modo a sua evolução...
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ResponderEliminarPercebo o que dizes, mas acho que a tua opinião ainda está presa a uma tradição bipolar idealista de pensamento em que esquerda+social+popular=bons e direita+privado+comercial=maus. É preciso perceber que cada um desempenha o seu papel na sociedade e são igualmente importantes. Agora tem é de haver um contra-balanço de forças, a democracia tem de ser feita desta tensão de blocos que se opõe e em que cada não deixa o outro ir longe demais.
ResponderEliminarMas isto agora nem vem ao caso. Acho que aqui o que aconteceu foi algo de muito mais pragmático: estavam movimentos a surgir que reclamavam o mesmo nome sem ter nada a ver com o grupo original e alguns andavam a actuar mesmo como fonte de contra-informação e desestabilização. O facto de o terem tornado numa marca registada parece-me apenas uma forma de protegerem a propriedade intelectual do movimento.
Vasco Diogo
O mais «engraçado» é que não foram eles a criar a expressão. Foi criada em 1999 e está publicada num jornal regional. Já na altura o artigo em questão focava a problemática educação (instrução) vs. empregabilidade
ResponderEliminarfontes:
http://santamargarida.blogspot.com/2011/04/0075-ze-pedro-e-geracao-rasca.html (http://santamargarida.blogspot.com/2011/04/0075-ze-pedro-e-geracao-rasca.html)
http://alfredomacambuzioalegria.blogspot.com/2011/04/decima-decima-sexta-vez.html (http://alfredomacambuzioalegria.blogspot.com/2011/04/decima-decima-sexta-vez.html)