quarta-feira, 30 de março de 2011

FMI financiado por Portugal em 2009?!

Descobri esta noticia à bem pouco tempo através da Rita Reis. Uma noticia datada de 12/01/2009 e que diz que o Banco de Portugal emprestou 1,06 mil milhões de euros. Mas o que é isto? Alguém me explica? Isto faz algum sentido??
Muita gente nos diz que temos de ser mais pro-activos, temos de ser mais empreendedores, temos de ser mais aquilo e tal... mas porra, também temos de exigir explicações!!! Temos de ser mais exigentes com o Estado e temos de acabar com esta esquisita economia de mercado!!!

Luís Alves

domingo, 27 de março de 2011

"E agora, é voltar. Há ir e vir, há organizar e mudar"

"A Manifestação espontânea de dia 12 de Março, resultante de apelo no Facebook, atraíu meio milhão a Lisboa e Porto. Assembleias populares, a acontecer nas principais cidades, são o gérmen de uma revolta consequente.

Na sequência dos acontecimentos da Tunísia, do Egipto e de outros países do Magreb, onde os movimentos populares foram iniciados através do Facebook e outras redes sociais, um pequeno grupo de jovens portugueses abriu numa página do Facebook um apelo. Identificavam-se como "Geração à rasca"- jovens escravos laborais "pagos" a falsos recibos verdes conhecidos também pela "geração quinhentos euros" tal como na Grécia e Irlanda - desempregados crónicos.

A maioria das pessoas começou por não levar a sério este movimento, mas através de e-mails, nos twitters e SMS foram-se multiplicando e o movimento ganhou força, apesar da indiferença quase hostil de partidos políticos, sindicatos e da maioria da imprensa.

Apesar de Portugal aparentemente ser uma "sociedade de consumo moderna", existem muitas bolsas de pobreza escondidas por trás do verniz chamativo de modernos hotéis e campos de golfe - não há emprego. Portanto, aqueles jovens cujos pais eram "revolucionários" em 74-75 durante a "Revolução dos Cravos" não têm para onde recorrer. Eles são uma geração perdida, a "Geração à Rasca um" e não tiveram escolha senão ir para as ruas e gritar em voz alta "basta!". Rompendo o silêncio, o fascismo do silêncio que se tinha instalado nas suas vidas.

É por isso que cerca de 300.000, de acordo com a polícia, na verdade, mais próximo do meio milhão de pessoas, aderiram a uma manifestação convocada no Facebook e na qual ninguém acreditava que iria acontecer. Mas também os menos jovens aderiram, submergidos por um desemprego galopante e um custo de vida assustador e insustentável. A presença das mulheres de todas as idades era impressionante, elas que são as mais sacrificadas, as primeiras e ser desempregadas, as que pagam a crise duplamente...

Provavelmente "tudo" daria em nada, deixaria de ser notícia, submergidas as notícias com o tsunami no Japão ou algum massacre na Líbia…mas não foi "nada"!. Meio milhão de pessoas desfilando indignada numa manifestação organizada através do Facebook é um fenómeno novo. O crescimento da auto-organização descentralizada deixa os partidos políticos e os sindicatos corporativos, a direita e a esquerda, perante a evidência de serem absoletos. A extrema-direita esteve presente, tentando passar a imagem de serem "libertários" nacional socialistas, anticapitalistas… ignorarem-los pareceu ser uma boa solução. E eis que germinou em Lisboa, Porto, Braga e Coimbra a vontade de continuar, o sabor à liberdade de se auto-organizar… as Assembleias populares!"

“Um dia, a alegria do teu corpo, a liberdade do teu espírito e a acção da tua autonomia vão inspirar terror ao capitalismo”.


E.C. - indymedia.org





Vasco Santos

O Poder dos MEDIA !




Vasco Santos

terça-feira, 22 de março de 2011

Actividade Parlamentar

Não é simplificado, mas podemos aqui consultar quais as propostas apresentadas e quais os diplomas aprovados.
Não sei se ficamos mais contentes... Mas não deixa de ser uma ferramenta.

Rita

segunda-feira, 21 de março de 2011

Democracia experimental (Demoex)

Um ideia nova vinda da Suécia. Uma nova maneira de fazer democracia. Algo que se poderia fazer cá nem que seja a nivel de juntas de Freguesia.

O que é a Demoex?

Luís Alves

Revolta na toca da Islândia

Está aqui o link para a página do facebook que esteve a circular sobre a Islândia:

>clicar fachavor

No texto há links para a notícia original, que está em francês.
É de facto um caso inspirador que merece mais pesquisa, e que também foi abafado.
Mas tem piada que a Islândia tem uma população inferior ao número de Portugueses que participaram na manifestação de dia 12.
Juntando isso ao facto de ser um país de cultura nórdica e talvez dos mais exóticos na Europa em termos de mentalidade, é de pensar se não é o país onde uma reviravolta dessas seria mais facilitada.

Outra coisa, acho que devíamos assinar os posts, ou criar contas individuais do blogger para nos identificarmos. Dava jeito saber quem publicou o quê.

Abraços,

Luis (do sexo)

Redução de deputados

Em Portugal usamos o Método D'Hondt para eleger deputados, tendo isso em conta temos de pensar muito bem na tal questão da redução dos mesmos, pois a principal desvantagem que é atribuída a este método pelos seus críticos é o facto de, tendencialmente, favorecer os partidos maiores.
Por exemplo, o parlamento da Suécia é composto por 349 deputados e nós em Portugal temos 230... por isso não sei se a solução passa por ai.

Luís Alves

sábado, 19 de março de 2011

E AGORA?

Estranho país. Dias depois de ter acontecido a maior manifestação de descontentamento dos últimos tempos em Portugal parece tudo rasurado. A comunicação social, que no próprio dia parece ter sido apanhada de surpresa pela dimensão e especificidade do protesto, já está noutra, sem sequer se interrogar porque é que foi surpreendida.

As forças politicas continuam entretidas a formular medidas de excepção, no constante estado de emergência em que vivemos há muito. Até entre os manifestantes se deu um estranho fenómeno, com muitos dos que foram a mostrarem agora arrependimento por terem percebido que foram a um hipermercado do descontentamento, onde havia prateleiras capazes de satisfazer as mais diversas insatisfações.

Nem oito nem oitenta. Quem já fez teatro sabe que todos temos a capacidade de gritar. Expor as entranhas. Não estou a dizer que é fácil ou que todos os que se propuserem fazer o conseguirão. Estou a dizer que todos têm condições de gritar. Mas o mais difícil é o resto. Dar sentido ao grito. Atribuir-lhe uma intencionalidade. Dar-lhe forma. Exige reflexão. Trabalho. Constância. Saber o que se quer.

No sábado muita gente percebeu que sabia gritar e que havia muitos mais a quererem fazer o mesmo. É óptimo. Concede energia. Mas não chega. É apenas o início. A verdadeira prova é a seguir. Principalmente quando se percebe que mesmo que todos os portugueses tivessem saído para a rua não haveria milagre à vista.

No 25 de Abril, ou agora no mundo árabe, com um objectivo claro – a implementação da democracia – é mais fácil. Aqui e agora é mais nebuloso. A não ser que ainda exista por aí - ui! Tantos! – quem pense que a doença das sociedades contemporâneas, o impasse europeu, os desequilíbrios do sistema económico, a explosão das divisões sociais e a autodestruição da democracia são culpa dos políticos em geral, das decisões de líderes individuais, da sede de poder ou da geração X ou Y. Não estou a dizer que não acontece. Ou que não é possível reparar ou melhorar o que temos. Estou a afirmar que enquanto nos fixamos nas árvores, esquecemo-nos da floresta.

É o próprio sistema que não consegue reproduzir-se de uma forma autenticamente democrática. É necessária uma diferente mobilização sócio política. É necessário apontar outro caminho. O que supõe a reconstrução do ideal democrático à base da participação ampliada nos circuitos de comunicação para forçar a uma maior igualdade.

Quando não se sabe o que fazer, como agora, a tentação de regressar ao passado é muita. É mais fácil. É aquilo que se conhece. Nos discursos e até na banda sonora da manifestação de sábado isso foi visível. Mas do que vale enquadrar questões novas com leituras passadas? Ou preservar a existência pequeno-burguesa da segurança e estabilidade ilusórias, na verdade posta em causa há muito?

Se existe momento em que todas as possibilidades estão em aberto é este. É agora que é necessário ousar. É agora que novas vontades políticas, e não só, se podem expressar. É agora que vale a pena reflectir, aspirar ao impossível, formular um novo começo, saltar no desconhecido. Não de olhos fechados. A medo. Mas de olhos abertos.



Público 16-3-2011, Vitor Belanciano


Vasco Santos

conversa de café no oitavo direito numa sexta à noite

O que mudar:
- Educação;
- Vias de comunicação para o poder;
- Falta de informação centralizada fidedigna;
- Facilitar acesso à informação aos cidadãos;
- Agricultura, mais produção nacional;
- Corrupção;
- Falsos recibos verdes;
- Cultura de trabalho;
- Lei de financiamento dos partidos (subvenção campanha eleitoral);
- Incapacidade de gestão orçamental:
- Estatuto ostentativo da política e sistema público;
- Gestores públicos;
- Revisão de salários e prémios de gestores públicas ou semi-privadas;
- Reforma da função pública: pensões cumulativas e sistemas de pensões;
- Redução de regalias da função pública;
- Avaliação da função pública;
- Falta de optimização das chefias;
- Acelerar cruzamento de dados (número único cartão do cidadão);
- Aulas de educação cívica e política à séria;
- Banco de dados com informação sobre legislação;
- Criação de 1 site com todas as propostas de grupos parlamentares;
- Sessões de esclarecimento mensais dos grupos parlamentares;
- O cidadão deveria ter poder de voto em relação a decisões que impliquem grandes investimentos públicos (ex. submarinos);
- Promover meritocracia;
- Empresa pública com prejuízo, gestor não deveria receber bónus (reconhecimento, trabalho+objectivos);

- Melhor gestão da Justiça;